Ontem foi a Mostra Cultural lá no "Sete" por conta do período das Olimpíadas internas e aproveitamos pra botar o papo em dia, mas vimos que a garotada sempre olhava pra gente com cara de curiosidade. Na cabecinha deles ali tinha algo meio estranho, aquelas duas figuras pareciam diferentes da maioria. Percebemois isso e concluimos: o que a meninada tava achando estranho era os nossos cabelos mal arrumados, afinal. Se falta cabelo num canto, noutros sobra que é uma coisa.
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Cabelos mal posicionados
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
A jovem Domaducarmo
Essa eu vou soltar na emoção. Acabo de falar com minha mãe (aí na foto com a 4 filhas: Hilda, Maria, Ciana e Nanpaula) pra avisar que amanhã vou me abençoar com ela e o papai numa viagem de campanha com Chico Lopes. Sou assim mesmo, gosto de ligar pra mamãe quando viajo pra fora do Ceará ou quando vou pra Sobral - tá bem podem curtir, viagem internacional, né? - como se pedisse licença pra fazer algo. Ela atendeu e foi logo perguntando como vai a vida e a campanha eleitoral - elogiou a postura serena da Luizianne e pediu que eu dissesse a ela que se votasse em Fortaleza votaria na Lôra - , como vai o Neguin? - um dos jeitos carinhosos dela chamar o Guilherme -, enquanto eu pergunto como vai o papai, se ela tá muito bem e quais as novidades da Metrópole.Pra dizer que tá bem "Domaducarmo" - Maria só quem chama é o papai, cheio de carinho e manha - contou uma história entrecortada de risos maravilhosos:
- Tô muito bem! Cê acredita meu filho, que um senhor perguntou se eu tinha 56 anos? (Ninguém me peça pra revelar a idade dela, mas pra ela ter essa idade teria que ter engravidado do Ducito, meu irmão mais velho, com apenas 3 anos e aí num dava, né?)
- Eita mamãe, que presente maravilhoso você ganhou, hein?
- Foi meu filho, ele perguntou se eu tinha uns 63 anos e diante da meu espanto - eu disse: "Sessenta e três?!!! Não!!!!" - ele achou que eu fiquei chateada por ele ter me dado muita idade e disse: "Então a senhora tem uns 56, né?".
Olhe, a mamãe, além de muito caridosa, é tão carinhosa que ninguém acredita, e como todo carinhoso gosta de carinho, pra acariciar minha mãe é só confundir a idade dela pra menos.
Há um tempo atrás ela foi ao banco, entrou na fila para idosos e escutou uma senhora reclamar referindo-se a ela: "Num sei o que esse povo com menos de 60 anos faz nessa fila! Ficam só tomando a vez dos idosos". Melodia pura, pra Domaducarmo!!
Minha mãe ainda vai viver muito e será sempre jovem!
O tira-gosto diferente do Waldick
A agonia do Waldick Soriano na madrugada do dia quarta pra quinta-feira trouxe sua morte pras capas do jornais de hoje, mas a repercussão ainda vai durar muito tempo. Tido como um dos “reis do brega”, sua carreira, seus sucessos, sua muitas profissões antes de ser cantor, que ele mesmo disse que descobriu, e suas muitas histórias estão sendo relembradas desde ontem em tudo que é órgão de comunicação.Acho que ouvi falar dele pela primeira vez quando tinha uns dez anos e ia com o Dadá, motorista do meu pai, pro sítio na Serra da Meruoca, na vila Palestina do Norte. O cabra era paquerador que só ele e arrumou um chamego com uma moça lá no sítio São Pedro, lugarzinho que ficou famoso depois que um sabido disse que viu uma santa e ganhou um agrana até boa (aliás essa história vou contar um dia). Pois muito bem, o Dadá ia lá pra bodega do Aberlado jogar sinuca e ver a Helena. Trilha sonora do lugar: Bartô Galeno, Genival Lacerda, Amado Batista e o caubói Waldick Soriano, que eu achava parecido com o Bat Masterson da TV, por causa da roupa e do chapéu pretos. Tomei muito guaraná Delrio, as custas do Dadá, ouvindo aquelas músicas de amor sofrido!
Mas também tenho uma história ótima sobre o Eurípedes Soriano. Ontem, no escritório do Chico Lopes, a Carol Campos me contou que o caubói, que já morava em Fortaleza, certa vez cantou na porta da casa dela. Num era serenata não, ele tava na companhia dum amigo da mãe dela, a paisana, sem o chapéu e os óculos, e soltou a voz na calçada. O mais curioso era o combinado de bebida que ele tomava: whisky com rapadura. É demais, né?
E pra findar, no final do ano passado a Eliana Gomes, que tava exercendo o mandato de vereadora, fez uma confraternização no escritório político dela no Carlito Pamplona e eu fui lá. Pois num é que o Waldick Soriano tava dando um show num barzinho bem do lado da festa da Eliana? Bom, era ele até o momento que eu fui conferir de perto. Mas o cabra era igualzinho e eu ainda fui falar com ele pra elogiar a semelhança física e a voz idêntica. Como nas músicas do finado, vivi ali uma desilusão. Pensei que finalmente tinha encontrado o Bat Masterson.
Esconderam o galego
Lá pelo interior e na periferia de Fortaleza ainda tem uns cabras que andam vendendo um monte de buginganga nas casas do povo. Eles são os galegos e gostam de ser vistos, de chamar atenção da clientela.Pois o galego mais famoso do Ceará, que num vende nas ruas mas faz altos negócios, tá é escondido na campanha eleitoral de Fortaleza. O cabra foi principal articulador da candidatura da Patrícia Saboya, mas num pode nem aparecer no programa de televisão porque senão a senadora desaba ainda mais nas pesquisas eleitorais. E a Patrícia fica de cão quando perguntam por ele. Veja o que ela disse quando perguntaram se o Tasso ia aparecer no seu programa: “Não, agora não. Primeiro quero que as pessoas saibam que eu sou candidata (valhamindeus, aiiinda!) O Tasso não é candidato”. Engraçado que o Ciro, o Cid e o Lula também não são e ela tá acusando a Luizianne de “censora stalinista” porque pediu que a justiça proibisse os três de aparecerem no seu programa. A senadora disse ainda que por enquanto quer apenas que as pessoas saibam que o Ciro e o Tasso a apóiam. Pois eu acho que se o galego continuar sumido as pessoas não saberão.
Sinais de desespero
A primeira campanha eleitoral que eu me lembro é a de 1970, quando a Prefeitura de Sobral foi disputada pelos candidatos Nozinho (depois se mudou pra Itapipoca, onde foi prefeito, e tá disputando de novo, agora com mais de 80 anos de idade) e Quinca. Num lembro de muita coisa não, mas nunca esqueci um bordão que, dentro do contexto da chegada do homem à Lua, dizia: “O Apolo Quinca ta subiiiindo!”. Uma baita sacada de marketing que ajudou a eleger Joaquim Barreto. Depois lembro da eleição do Dr. Zé Euclides, pai do Ciro e do Cid Gomes, em 1976, com o slogan “É de Zé pra Zé”, já que era o Zé Prado que saía e tentava eleger o Zé Euclides. Lembro dum trecho do jingle composto pelo talentoso Pedro Lavandeira: “É de Zé pra Zé, é Zé que o povo quer, mantendo a tradição, Sobral de Dom José”. Brilhante, né não?Na eleição seguinte, em 1982, eu já participei como militante do PCdoB, que ainda estava na clandestinidade. Morava em Fortaleza e minha tarefa partidária era atuar na campanha do Luis Carlos Paes (atual presidente do PCdoB de Fortaleza e que ficou na beirinha pra ser eleito) mas como ainda votava em Sobral, dava uma força na campanha dos candidatos do partido na Metrópole que eram o Veveu e o Moreira. De lá pra cá num tem uma eleição que eu tenha ficado de fora, pelo contrário, me envolvi até a alma.
Tudo isso aí foi pra dizer que já juntei um bocado de experiência e saco muito bem os sinais de quando uma campanha vai bem ou vai mal. Lembro que comentei aqui a primeira pesquisa divulgada este ano pelo Vox Populi. Eu disse que a Patrícia estava numa situação muito favorável mesmo estando em terceiro lugar. Bom, desde então muita coisa mudou e pelo que vejo a campanha da senadora tá pesada e vai descendo de ladeira abaixo, e rápido. É só ver o ataque desesperado que ela anda fazendo contra a Luizianne. Aliás o Fábio Campos, na coluna Política de ontem, faz uma análise interessante sobre o clima nos comitês eleitorais. Em resumo ele diz que mesmo não estão sendo divulgadas pesquisas mais recentes pelos meios de comunicação – por que será, hein? – mas a postura das campanhas revela a situação da disputa com gente intranqüila e gente flanando.
Eu acho que a linha de ataque da Patrícia demonstra que sua situação não está boa, enquanto a Luizianne, sob o comando da turma do Duda Mendonça (falem o que quiserem dele, mas o cabra é craque) vai conduzindo a coisa com tranqüilidade. Aliás escutei um boato de que a Lôra já passou dos 40%. Já vi isso em outras disputas e sei como termina. Vamos aguardar os próximos capítulos e pesquisas.
Dá-lhe Cacique do Vale
Guarany teu nome é uma glóriaGuarany és símbolo de vitória (...)
És orgulho da Princesa do Norte.
Esse aí é um trechinho que consegui lembrar do hino do Guarany de Sobral. Nós sobralenses estamos todos orgulhosos do nosso time, que num tem muitos títulos, mas e daí ?, problema do Campeonato Cearense, que nunca quis um campeão tão digno. E ninguém venha encher o saco e falar mal do Cacique do Vale, senão vai ter!
O nosso orgulho futebolístico acaba de subir para a Primeira Divisão do Campeonato Cearense e hoje disputa com o Maranguape, jogando apenas por um empate, o título de campeão da Segundona. Desculpem aí George Valetim, Eduardo Gurgel, Sandra Lima e a turma do PCdoB de Maranguape, amigos, amigos; camaradas, camaradas; mas paixões bairristas à parte.
Eu já disse antes que de futebol eu num entendo quase nada, mas disse também que de paixão eu sou mestre, ou melhor, doutor, por isso, mesmo num sabendo quase nada sobre o Guarany atual, vou ficar de olho no jogo e como amanhã passarei uma horinhas em Sobral pra, junto com o Chico Lopes dar uma força na campanha do Sávio, candidato do PCdoB, vou dar um jeito de garantir uma camisa do meu time de coração.
É bom saber – Esta semana, no embalo da classificação do Guarany, fui saber mais de sua história e descobri que o nome, com piscilone no final, é uma homenagem ao Dr. Guarany Mont’Alverne, o primeiro médico de Sobral. Tive a honra de morar em frente a casa dele, de ser seu paciente (lembro ainda hoje dum comentário gaiato – não publicável – que ele fez quando meu pai me levou para ser consultado por ele). O Guarany Filho, que todo mundo chamava de Nany, era meu amigo de turma e de vez em quando rolava umas brigas de menino entre nós. Pois numa dessas eu joguei uma pedra nele que se desviou e a bicha atingiu a vidraça enorme da casa do Dr. Guarany. Outro dia fui dar uma volta lá pela rua, a Jornalista Deolindo Barreto, e o buraquinho da pedra ainda tá lá. Ô bicho danado é menino!
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Veja, demos e o impeachment de Lula
Altamiro BorgesComo ocorre em todo o período pré-eleitoral, a oposição golpista se assanha para evitar desastres nas urnas – ainda mais porque a popularidade do presidente Lula bate recorde, inclusive na antes inexpugnável São Paulo. A marola desta vez se dá em torno das denúncias, não comprovadas, do grampo da Agência Brasileira de Informações (Abin) nos telefonemas do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Gilmar Mendes. Para conter a sangria, o governo novamente recua e afasta, “temporariamente”, o comando da agência. A atitude, porém, não deve intimidar a sanha golpista da direita. O seu alvo não é a direção da Abin, mas sim o próprio presidente Lula.
A conspiração envolve figurinhas sinistras e carimbadas. A revista Veja, hoje o mais ativo antro da direita golpista, foi a primeira a “denunciar” a existência de um “estado policial” no governo Lula – logo ela que apoiou os generais “linha-dura” da ditadura. Numa reportagem apocalíptica, ela transcreve um anódino diálogo entre Gilmar Mendes e o senador-demo Demóstenes Torres e insinua que a escuta ilegal foi obra do governo. Não apresenta qualquer prova concreta, mas nem é preciso – foi assim na denúncia dos “dólares de Cuba” para o candidato Lula, das suas ligações com os “terroristas” das Farc, da remessa de dinheiro do filho do presidente para paraísos fiscais.
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Tem raposa gringa na Serra do Sol
Dias atrás postei um editorial do Vermelho a respeito da discussão no STF sobre a reserva Raposa Serra do Sol. Acho um tema muito interessante e merecedor de muita reflexão. Vez por outra leio algo sobre o assunto, como esse texto no site Overmundo que vai na linha da polêmica. Tem muita coisa interesante dita nele. O que você acha? Incrível notar como a boa-fé devotada ao “Bom Selvagem” e aos nossos matos tropicais serve à perpetuação de uma mentalidade colonial e escravocrata, travestida de bom-mocismo. Claro, ruralistas devem ser punidos, porque quem sai por aí matando 21 índios deve pagar por isso; é ponto pacífico. Mas, se o chamado primeiro mundo está assistindo com tamanha atenção ao desenrolar do conflito na reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima, deveríamos estar de olhos igualmente abertos para os reais interesses dessas ONGs fajutas criadas por estrangeiros em nome da solidariedade.
Por que será que a maior parte da mídia está mostrando o episódio como uma mera luta pelas terras, restrita a rizicultores versus índios? Só mesmo sendo muito ingênuo para acreditar nessa balela, coadunada com outra grande balela, extremamente explorada pela mídia, chamada sustentabilidade, e que, na maioria dos casos, não passa de um negócio superlucrativo pintado de verde (para as empresas jornalísticas, inclusive. Toda grande empresa de mídia tem um projetinho verde na manga).
Por ela vale o risco
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