sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Legião "estrangeira" em São Luís

A batalha de São Luís teve como protagonista principal o povo da cidade e, de nossa parte, comandada pelo Flávio Dino. A nossa tropa era composta por milhares de militantes do PCdoB e do PT, que compunham a coligação Unidade Popular desde o primeiro turno, mas também de outros partidos que vieram se aliar no segundo turno, entre eles PV, PPS, PSL e alguns do PDT, já que o candidato do partido, Clodomir Paz, preferiu negociar seu apoio ao tucano João Castelo. Mas também foram pra lá alguns reforços, gente com grande experiência em campanahas eleitorais majoritárias e em condições de ajudar bastante.

Nesta foto estamos todos juntos, acompanhados por dirigentes do PCdoB local. Vamos ver quem era a nossa legião estrangeira, que ganhou esse apelido apenas porque não nascemos lá, mas todo mundo se sentiu em casa. Na primeira fila a Andrea Oliveira(Ceará, campanha na internet), Márcio Jerry (presidente do PCdoB/São Luís e coordenador-geral da campanha), Inácio Carvalho (Ceará, comunicação - tv e material), Carlos Décimo (Ceará/Brasília, mobilização), Flaviene Vasconcelos (Ceará, internet) e Augusto Madeira (Brasília, mobilização e articulação política). Na segunda fila Julio Guterres (dirigente PCdoB/Ma), Gérson Pinheiro (presidente do PCdoB/Maranhão), Gérson Meneses (Ceará, mobilização de juventude), Luiz Gavazza (Bahia, mobilização) e Priscila Lobregate (São Paulo, jornalista do Portal Vermelho).

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Começando a voltar

Depois do segundo turno em São Luís estou começando a voltar. Optei por um repouso de 3 dias no Maranhão, visitei a parte histórica da capital maranhense, fui a duas cidades vizinhas, Raposa e Alcântara, e hoje embarco pra Fortaleza. Há muito o que falar sobre a minha segunda viagem ao Maranhão (fiz a primeira em 1975, com meus pais e quase todos os irmãos, mas não passamos por São Luís). Vou organizar fotos, idéias, impressões e outras coisas mais que achar importante relatar. Espero começar ainda nesta noite. Por fim, deixo versos do João do Vale para falar das minhas impreesões sobre o Maragnon.

domingo, 26 de outubro de 2008

Acelerando a História

No segundo dia que estava aqui fomos jantar no restaurante Cabana do Sol e lá nos encontramos com o Flávio Dino. Esses encontros se repetiram outras vezes e sempre havia um clima de muita conversa em volume alto e muitos cometários sobre as batalhas do dia. Hoje o clima estava um pouco diferente. Mesmo depois de uma carreata enorme que durou mais de 4 horas, havia um silêncio na mesa, as conversas estavam mais contidas, pela primeira vez estava toda a família do nosso candidato a prefeito. Além de sua mulher Deane, que já tinha ido noutras vezes, também estavam os filhos, Vinícius e Marcelo, que se aninha aí no ninho do pai querido.
Comentei, segurando a emoção, sobre aquele silêncio inédito da de véspera da eleição. Ao falar disse que parecia o silêncio dos que se preparam para viver um grande dia e estão ali, pensativos. O Flávio comparou aos guerreiros na véspera das grandes batalhas, que se recolhiam para pensar na vida e nas suas estrategias em busca da vitória.

A noite avança e eu imagino que a batalha final ja está em curso neste instante na medida em que os nossos adversários se utilizam de armas condenáveis, que distorcem a verdadeira vontade do eleitor, que impedem o avanço real da sociedade , o aperfeiçoamento e consolidação da democracia. O que se diz é quem muito voto sendo comprado, coisa de cinco milhões de reais estariam circulando somente nas últimas 24 horas da eleição. Uma coisa realmente absurda, uma agressão à dignidade humana. Ao me despedir do Flávio e desejar boa sorte neste domingo ele disse: "Aceleramos a roda da história, isto já é uma grande vitória". Estamos todos confiantes numa vitória neste domingo. Queremos responder a este olhar indagador do Marcelo e assegurar que a vida há de ser bem melhor, e será!

Turma de qualidade

Uma das minhas funções nesta campanha foi acompanhar os debates dos grupos de pesquisa qualitativa que assitiam aos programas de tv do horário eleitoral gratuito. Ali víamos a opinião de pessoas de segmentos mais populares da cidade para contribuir na elaboraçao dos programas. Foi mais uma experiência muito interessante que vivi e ela foi melhor ainda porque havia um grupo, comandado por uma cearense muito competente chamada Regina Timbó, que ajudou bastante, desde a formação dos grupos até a apresnetação do relatório final. Quero agradecer a todos, aos que eu me lembro do nome, Regina, Daniel, Robledo, Ghys, Flávia e Késia, e aos que não tive oportunidade de ser apresentado e trabalhavam mais no recrutamento. Valeu, gente!

é meiacinco, é meiacinco, é meia cincoooooo

Aqui tem uma tradição de jingles em campanhas eleitorais marcarem muito o número e nesta eleição não foi diferente. O Hino da Vitória, que foi lançado na fase final deste segundo turno repete dezena de vezes o número do candidato do PCdoB. Acho que ninguém ignora mais esse número por aqui. Pois hoje, quan ndo fomos almoçar, a garçonete que nos atendeu foi logo perguntando se gostaíamos de trocar o número da nossa mesa. Sugestão aceita. Taí, ó!

Não é pecado votar em comunista

A garçonente de que falei ali em cima é a Eva, que nem ligou se alguém colou um adesivo do Flávio Dino no uniforme de trabalho dela. Além dela, quase todos os garçons, gerentes e acho que até o dono do Porto Seguro estão apostado que a partir de janeiro a ilha de São Luís navegará sob o camando do comunista e isso será uma abertura para um futuro muito melhor para todos os ludovicenses e os que amam esta cidade encantadora.

Cachaça e caldo de peixe

Neste sábado fomos almoçar com o Flávio Dino num restaurante muito popular chamado Porto Seguro, mas que todo mundo conhece é como Mercado do Peixe, justamente porque fica ao lado do local onde se vende pescado em São Luís. O prato mais gostoso é uma peixada com camarão e eu, pra variar fui nela. Mas quando provei do caldo de peixe, procurei logo saber se tinha uma cachaça das boas. Pois tinha sim, e era Mangueira, uma das mais saborosas, feita no Piauí. Tratei logo de pedir uma tijelinha pro caldo e uma dose (acabei tomando duas). Mas a minha gula por caldo com cachaça foi flagrada e taí a prova.

sábado, 25 de outubro de 2008

Jovem guarda no comando

A Jovem Guarda foi um movimento musical e comportamental que ocorreu no Brasil nos anos 60 e 70, mas a expressão jovem guarda foi criada por Vladimir Ilitch, o Lênin, ao se referir à juventude revolucionária que se incorporou à memorável Revolução de Outubro, de 1917.


Com seus 40 anos, o Márcio Jerry é um jovem à frente de uma grande batalha do povo lutador de São Luís. Ao chegar aqui há duas semanas tratei de "me apresentar" pro serviço a ele, o único camarada que eu já conhecia há mais tempo aqui no Maranhão. Nos conhecemos das reuniões nacionais de comunicação do PCdoB. Sabia que o cabra é bom de comunicação, mas o encontrei aqui dirigente toda a campanha, como o famoso coordenador-geral. Acompanhado de dois celulares e sempre com uns papéis cheio de anotações à mão, ele articula apoios, fala com a imprensa, dirige coordena os programas de rádio e tv e, de vez em quando, divide algumas tarefas. Uma das minhas responsabilidades aqui é justamente ajudá-lo, compartilhar os problemas e buscar soluções na comunicação, acompanhar pesquisas e opinar sobre a condução da campanha. Mas o camando é dele, que guarda grande sintonia com o Flávio Dino, seu amigo de muitas décadas.

Eu conhecia pouco o Márcio, na foto com Dandara e Caetano, seus filhos amados, sabia muito de sua capacidade muito grande na comunicação, mas agora vejo que o PCdoB tem também um grande quadro político e qualquer que seja o resultado deste domingo, este moço terá uma tarefa grandiosa de administrar, junto com outros dirigentes do partido, o grande capital político que que os comunistas conquistaram nesta cidade.

Ser comunista é ...

Esse aí é o Gérson Pinheiro, um cabra de muito valor, um incansável militante político e um ser humano que conquista o carinho e a amizade de qualquer um que troque dois dedos de prosa com ele. Gérson é o presidente do PCdoB no Maranhão e um dos principais comandantes da batalha do segundo turno ludovicense. Eu o homenageio porque apesar de sua grande responsabilidade por esse fato histórico que é um candidato comunista disputar o segundo turno numa cidade marcada por um modelo político bastante atrasado, o camarada guarda um simplicidade e uma modéstia que só pessoas de grande valor têm.

História e futuro

Nas históricas ruas de São Luis a bandeira da mudança pra falar, da esperança num futuro melhor convive com a arquitetura belíssima da cidade.