quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Meninos do parque
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Chazinho amargo nos Estados Unidos
Pra salvar não só o dedos, como o próprio pescoço, líderes dos partidos Democrata e Republicano (sem apoio da Turma do Chá), dos Estados Unidos, fizeram um acordo e vão aprovar um corte de quase 1 trilhão de dólares nos gastos públicos do governo americano. A desgraceira vai ser grande não só para o povo de lá, como pro resto do mundo, devido ao tamanho da economia dos gringos e o impacto que a crise deles causa na economia mundial. Não foram anunciados detalhes da tesourada, mas duvido que aconteça corte nos gastos militares - mais US$ 600 bilhões/ano - e aposto que os programas sociais vão ser bem atingidos.
Leia o que diz o portal Vermelho
"Qualquer que seja a saída para o impasse, a situação da economia continuará crítica nos EUA, na Europa e, por extensão, no mundo. A tesoura sobre os gastos públicos num momento de alto desemprego e estagnação da produção nos dois lados do Atlântico vai alimentar a crise, impedir a recuperação e, quem sabe, jogar o mundo numa nova recessão. Sem a possibilidade de recorrer ao déficit fiscal para estimular a economia, é bem provável que o Federal Reserve retome a política de emissões, jogando mais lenha no fogo da guerra cambial e da inflação.
A crise surpreende muitos observadores, assume uma aparência surrealista e arranha a reputação dos títulos do Tesouro norte-americano, até ontem considerados como os mais seguros do mundo.
O tamanho dos débitos que assustam o mundo reflete o crescente parasitismo dos EUA, que será forçado a restringir o consumismo, e evidencia a irracionalidade da atual ordem econômica internacional, fundada na liderança estadunidense e no padrão dólar.
Seria muito bom para a humanidade se o déficit fosse reduzido com um corte profundo das despesas militares, o fim das guerras imperialistas no Oriente Médio e a retirada das bases (mais de 800) que o império mantém pelo mundo. Mas não é isto que está no horizonte sombrio da economia política internacional".
Matéria na íntegra
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| "Algo está definitivamente errado aqui..." |
"Qualquer que seja a saída para o impasse, a situação da economia continuará crítica nos EUA, na Europa e, por extensão, no mundo. A tesoura sobre os gastos públicos num momento de alto desemprego e estagnação da produção nos dois lados do Atlântico vai alimentar a crise, impedir a recuperação e, quem sabe, jogar o mundo numa nova recessão. Sem a possibilidade de recorrer ao déficit fiscal para estimular a economia, é bem provável que o Federal Reserve retome a política de emissões, jogando mais lenha no fogo da guerra cambial e da inflação.
A crise surpreende muitos observadores, assume uma aparência surrealista e arranha a reputação dos títulos do Tesouro norte-americano, até ontem considerados como os mais seguros do mundo.
O tamanho dos débitos que assustam o mundo reflete o crescente parasitismo dos EUA, que será forçado a restringir o consumismo, e evidencia a irracionalidade da atual ordem econômica internacional, fundada na liderança estadunidense e no padrão dólar.
Seria muito bom para a humanidade se o déficit fosse reduzido com um corte profundo das despesas militares, o fim das guerras imperialistas no Oriente Médio e a retirada das bases (mais de 800) que o império mantém pelo mundo. Mas não é isto que está no horizonte sombrio da economia política internacional".
Matéria na íntegra
O caro carro no Brasil
Já disse algumas vezes por aqui que economia não é o meu forte. Outro assunto que também não saco muito é carro. Dirijo, mas entendo quase nada. Quando se junta as duas coisas, prefiro chamar quem sabe muito mais que eu. Foi o que fiz quando num papo sobre as razões do carro no Brasil ser caro demais, mesmo que por aqui se tenha o chamado carro popular. Não é assunto simples e pra explicar são necessárias muitas palavras e, principalmente, argumentos fortes, que desmonte coisas como carga tributária elevada e mão de obra cara. Coisas que nunca me convenceram, mas me faltavam argumentos. O texto abaixo é muito interessante porque vai além do preço do carro, na medida que esclarece como certas empresas impõem sua vontade e pouco se confronta com eles. Não é um texto curto, peço-lhe empenho na leitura e lhe garanto satisfação ao final.
Lucro Brasil faz o consumidor
pagar o carro mais caro do mundo
Joel Leite
O Brasil tem o carro mais caro do mundo. Por quê? Os principais argumentos das montadoras para justificar o alto preço do automóvel vendido no Brasil são a alta carga tributária e a baixa escala de produção. Outro vilão seria o alto valor da mão de obra, mas os fabricantes não revelam quanto os salários - e os benefícios sociais - representam no preço final do carro. Muito menos os custos de produção, um segredo protegido por lei.
A explicação dos fabricantes para vender no Brasil o carro mais caro do mundo é o chamado Custo Brasil, isto é, a alta carga tributária somada ao custo do capital, que onera a produção. Mas as histórias que você verá a seguir vão mostrar que o grande vilão dos preços é, sim, o Lucro Brasil. Em nenhum país do mundo onde a indústria automobilística tem um peso importante no PIB, o carro custa tão caro para o consumidor.
A indústria culpa também o que chama de Terceira Folha pelo aumento do custo de produção: os gastos com funcionários, que deveriam ser papel do estado, mas que as empresas acabam tendo que assumir como condução, assistência médica e outros benefícios trabalhistas.
Com um mercado interno de um milhão de unidades em 1978, as fábricas argumentavam que seria impossível produzir um carro barato. Era preciso aumentar a escala de produção para, assim, baratear os custos dos fornecedores e chegar a um preço final no nível dos demais países produtores.
Pois bem: o Brasil fechou 2010 como o quinto maior produtor de veículos do mundo e como o quarto maior mercado consumidor, com 3,5 milhões de unidades vendidas no mercado interno e uma produção de 3,638 milhões de unidades.
Três milhões e meio de carros não seria um volume suficiente para baratear o produto? Quanto será preciso produzir para que o consumidor brasileiro possa comprar um carro com preço equivalente ao dos demais países?
Segundo Cledorvino Belini, presidente da Anfavea, é verdade que a produção aumentou, mas agora ela está distribuída em mais de 20 empresas, de modo que a escala continua baixa. Ele elegeu um novo patamar para que o volume possa propiciar uma redução do preço final: cinco milhões de carros.
Lucro Brasil faz o consumidor
pagar o carro mais caro do mundo
Joel Leite
O Brasil tem o carro mais caro do mundo. Por quê? Os principais argumentos das montadoras para justificar o alto preço do automóvel vendido no Brasil são a alta carga tributária e a baixa escala de produção. Outro vilão seria o alto valor da mão de obra, mas os fabricantes não revelam quanto os salários - e os benefícios sociais - representam no preço final do carro. Muito menos os custos de produção, um segredo protegido por lei.
A explicação dos fabricantes para vender no Brasil o carro mais caro do mundo é o chamado Custo Brasil, isto é, a alta carga tributária somada ao custo do capital, que onera a produção. Mas as histórias que você verá a seguir vão mostrar que o grande vilão dos preços é, sim, o Lucro Brasil. Em nenhum país do mundo onde a indústria automobilística tem um peso importante no PIB, o carro custa tão caro para o consumidor.
A indústria culpa também o que chama de Terceira Folha pelo aumento do custo de produção: os gastos com funcionários, que deveriam ser papel do estado, mas que as empresas acabam tendo que assumir como condução, assistência médica e outros benefícios trabalhistas.
Com um mercado interno de um milhão de unidades em 1978, as fábricas argumentavam que seria impossível produzir um carro barato. Era preciso aumentar a escala de produção para, assim, baratear os custos dos fornecedores e chegar a um preço final no nível dos demais países produtores.
Pois bem: o Brasil fechou 2010 como o quinto maior produtor de veículos do mundo e como o quarto maior mercado consumidor, com 3,5 milhões de unidades vendidas no mercado interno e uma produção de 3,638 milhões de unidades.
Três milhões e meio de carros não seria um volume suficiente para baratear o produto? Quanto será preciso produzir para que o consumidor brasileiro possa comprar um carro com preço equivalente ao dos demais países?
Segundo Cledorvino Belini, presidente da Anfavea, é verdade que a produção aumentou, mas agora ela está distribuída em mais de 20 empresas, de modo que a escala continua baixa. Ele elegeu um novo patamar para que o volume possa propiciar uma redução do preço final: cinco milhões de carros.
domingo, 31 de julho de 2011
O bom combate
Cláudio Ferreira Lima
O Brasil, como qualquer país, tem peculiaridades, por exemplo, o seu ritmo histórico. Para José de Souza Martins, “somos estruturalmente uma sociedade de história lenta”. De avanços em troca de recuos. Nesse sentido, o que se observa, segundo ele, “é o Brasil moderno pagando propina ao Brasil arcaico para se viabilizar” e tal se explica, prossegue ele, pela “singularidade de um país que não fez propriamente revoluções históricas, senão pela metade e inconclusas”.
Em outras palavras, não houve rupturas para valer. Por essa razão, já se disse que a história do Brasil pode ser sintetizada numa só palavra: conciliação. Conciliação das elites, claro. Elites modernas e arcaicas, que, através da história, deixam o povo, a ferro e fogo, sempre à margem, sob uma ordem garantida pelo sufocamento das insurreições e dos movimentos sociais. Remember o ditado: “Quem viver em Pernambuco/não se faça de rogado,/ pois há de ser um Cavalcanti/ ou há de ser cavalgado”.
O resultado disso é que a desigualdade com que o País nasceu pela escravização e marginalização de índios, brancos, negros e mestiços persistiu, até se acumular uma dívida social gigantesca.
O Brasil, como qualquer país, tem peculiaridades, por exemplo, o seu ritmo histórico. Para José de Souza Martins, “somos estruturalmente uma sociedade de história lenta”. De avanços em troca de recuos. Nesse sentido, o que se observa, segundo ele, “é o Brasil moderno pagando propina ao Brasil arcaico para se viabilizar” e tal se explica, prossegue ele, pela “singularidade de um país que não fez propriamente revoluções históricas, senão pela metade e inconclusas”.
Em outras palavras, não houve rupturas para valer. Por essa razão, já se disse que a história do Brasil pode ser sintetizada numa só palavra: conciliação. Conciliação das elites, claro. Elites modernas e arcaicas, que, através da história, deixam o povo, a ferro e fogo, sempre à margem, sob uma ordem garantida pelo sufocamento das insurreições e dos movimentos sociais. Remember o ditado: “Quem viver em Pernambuco/não se faça de rogado,/ pois há de ser um Cavalcanti/ ou há de ser cavalgado”.
O resultado disso é que a desigualdade com que o País nasceu pela escravização e marginalização de índios, brancos, negros e mestiços persistiu, até se acumular uma dívida social gigantesca.
sábado, 30 de julho de 2011
Fome tem nome
“A fome não é um produto da superpopulação: a fome já existia em massa antes do fenômeno da explosão demográfica do pós-guerra. Apenas esta fome que dizimava as populações do Terceiro Mundo era escamoteada, era abafada, era escondida. Não se falava do assunto que era vergonhoso: a fome era tabu. Hoje já se fala abertamente e o problema transformou-se num grande escândalo internacional.
Não só a fome existia antes, mas também existe hoje em regiões que estão longe de ser superpovoadas. Muitas áreas de fome no mundo são áreas de baixa densidade de população, como acontece na África e na América Latina, continentes subpovoados, ao contrário da Europa bem alimentada e de maior povoamento.
A fome é, regra geral, o produto das estruturas econômicas defeituosas e não de condições naturais insuperáveis. Querer justificar a fome do mundo como um fenômeno natural e inevitável não passa de uma técnica de mistificação para ocultar as verdadeiras causas que foram, no passado, o tipo de exploração colonial imposto à maioria dos povos do mundo, e, no presente, o neocolonialismo econômico a que estão submetidos os países de economia primária, dependentes, subdesenvolvidos, que são também países de fome.”
Josué de Castro, em Fome, um tema proibido
Os verdadeiros bandidos que atuam na Somália não são piratas
Um alarde danado se faz hoje em dia por conta da fome que consome a vida dos somalis. É uma tragédia feia, uma desgraceira que atinge a metade da população e que precisa receber solidariedade e apoio real das nações e dos povos, como tem feito o Brasil, que vai contribuir com cerca de 10% dos recursos necessários.
Mas a Somália também está nos meios de comunicação por conta dos chamados "piratas" que atacam navios que "pacificamente navegam na costa oriental da África". Há mais de dois anos tratei desse assunto e chamei atenção para quem de fato está cometendo crimes naquela região. Semana passada recebi um vídeo que ajuda a compreender muito mais o crime cometido justamente pelos que acusam os miseráveis somalis. A história lembra aquela em que um ladão grita "pega ladrão" pra distrair as pessoas, enquanto foge e se livra da punição.
Enquanto a ONU tenta arrecadar cerca de 360 milhões de dólares para aliviar a fome no chamado "Chifre da África", Espanha e França gastam 72 milhões de euros por ano na Operação Atalanta, que envolve dezenas de navios e milhares de soldados para enfrentar pescadores em seus pequenos barcos que resistem à pesca ilegal em suas águas, onde os países ricos também despejam lixo tóxico, inclusive nuclear. Inacreditável, né? Pois gaste pouco mais de 20 minutos do seu tempo assistindo esse vídeo abaixo e tire suas conclusões.
Mas a Somália também está nos meios de comunicação por conta dos chamados "piratas" que atacam navios que "pacificamente navegam na costa oriental da África". Há mais de dois anos tratei desse assunto e chamei atenção para quem de fato está cometendo crimes naquela região. Semana passada recebi um vídeo que ajuda a compreender muito mais o crime cometido justamente pelos que acusam os miseráveis somalis. A história lembra aquela em que um ladão grita "pega ladrão" pra distrair as pessoas, enquanto foge e se livra da punição.
Enquanto a ONU tenta arrecadar cerca de 360 milhões de dólares para aliviar a fome no chamado "Chifre da África", Espanha e França gastam 72 milhões de euros por ano na Operação Atalanta, que envolve dezenas de navios e milhares de soldados para enfrentar pescadores em seus pequenos barcos que resistem à pesca ilegal em suas águas, onde os países ricos também despejam lixo tóxico, inclusive nuclear. Inacreditável, né? Pois gaste pouco mais de 20 minutos do seu tempo assistindo esse vídeo abaixo e tire suas conclusões.
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Zero pros Isteites
Guilherme é um curtidor de quadrinhos e, de vez em quando, me chama pra ver uma historinha boa. Ontem ele estava lendo uma das minhas revistas do Recruta Zero (pequeno detalhe: faz parte do meu pequeno acervo a primeira edição brasileira do recruta folgado) e me sugeriu essa historinha abaixo, com a seguinte observação:
- Pai, a gente devia mostrar essa historinha pros Estados Unidos, né?
- Pai, a gente devia mostrar essa historinha pros Estados Unidos, né?
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