sábado, 6 de março de 2010

Mike, um sarro cultural



E que tal dar uma boa relaxada? Você lembra da música Love Hurts, do Nazareth, um sucesso total nos anos 70/80? Pois curta aí uma versão legendada interpretada por Mike de Mosqueiro, uma cantar de rua lá de Belém. É um sarro total! Acho que msmo sem se tocar ele curte com essa de aculturação, invasão cultural. Pode rir à vontade.

Direita racista e descarada

“Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se é loucura… se é verdade
Tanto horror perante os céus?!
Ó mar, por que não apagas
Co’a esponja de tuas vagas
De teu manto este borrão?…
Astros! noites! tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tufão!”
(Navio Negreiro, Castro Alves)


Era só o que faltava. A escravidão é culpa dos negros

Por Renata Mielli

Primeiro achei que podia ter lido errado. Reli e não pude acreditar na capacidade dos conservadores em produzir e reproduzir, a cada novo dia, novas teses para manter e ampliar o preconceito. Pior, para impedir a ascensão social de um segmento tão penalizado pelas políticas de uma sociedade dirigida pelos ‘brancos de olhos azuis’, como diria o presidente.

Pois é, o DEM – cujo apelido certeiro de demo vai se justificando cada vez mais – defendeu nesta quarta-feira, durante a audiência pública do Supremo Tribunal Federal realizada para debater o sistema de cotas raciais na universidade, que a culpa da escravidão é dos negros.

Demóstenes Torres, senador do DEM por Goiás, diz que o sistema escravista só existiu porque “a África subsaariana forneceu escravos para o mundo antigo, para o mundo islâmico, para a Europa e para a América”. Intercalou em seu raciocínio um comovido “lamentavelmente”, para completar afirmando que eles “não deveriam ter chegado aqui na condição de escravos, mas chegaram”.

Ora, vejam vocês a que nível de perfidez chega a mente humana. Uma vez, um amigo me disse que o homem é capaz de elaborar as mais complexas teses para justificar suas atitudes, não importa elas quais sejam. Olha aí!

O raciocínio de Demóstenes tentar validar a sua atitude preconceituosa, dizendo que a culpa da escravidão é dos negros, o homem branco nenhuma responsabilidade tem nisso e, portanto, reza a lógica cartesiana que não há motivos para se criarem políticas públicas de reparação social para tirar todo um povo da condição socioeconômica que a história lhes legou.

Se chegaram aqui como escravos, saídos de lá nesta condição ou não, isso não exime o Estado brasileiro da responsabilidade pela marginalização e pela violência cometida contra aqueles que chegavam aos milhares nos navios negreiros, seus filhos, netos, bisnetos e toda uma geração que continua sendo hostilizada porque não possuí a pela alva das elites.

O julgamento da inconstitucionalidade das cotas, movido a partir de ação do DEM, alega que as cotas para negros e afrodescendentes para ingresso no ensino superior fere o princípio da igualdade.

Que igualdade, cara-pálida? A social, que divide as pessoas entre as que moram nos edifícios de luxo e são na sua grande maioria brancas, e as que vivem nas favelas em condições sociais sofríveis e são na sua maioria negros e descendentes de negros? Ah! talvez ele esteja se referindo a igualdade na formação educacional, que as crianças e jovens recebem nas escolas para se prepararem antes de entrar na universidade. Certo. Ai há também muita igualdade de condições, já que os ricos estudam em escolas de elite com professores escolhidos à dedo e ensino de alta qualidade, contra a educação oferecida aos pobres, em escolas públicas abandonadas pelo Estado, sem infraestrutura básica, como cadeiras nas salas de aula.

É gente, há mesmo muita igualdade de condições para se chegar à universidade. Desculpe senador, só não vê quem quer.

Fonte Blog Janela Sobre a Palavra

“Levantai-vos, heróis do Novo Mundo!
Andrada! arranca esse pendão dos ares!
Colombo! fecha a porta dos teus mares!”
(idem)

Veja A Queda, versão brasileira

Já são conhecidas versões de videomakers para a cena do filme A Queda, no qual Adolf Hitler, interpretado pelo ator Bruno Ganz, dá uma bronca em seus assessores quando descobre que está à beira da derrota. Na nova paródia desta semana, o diálogo entre Hitler e seus colaboradores simula uma reunião sobre o fechamento da revista Veja. Apesar de se tratar de uma evidente peça de humor, as semelhanças com a realidade não são meras coincidências. Por curiosidade e distração, vale a pena conferir.




Fonte: Portal Vermelho

sexta-feira, 5 de março de 2010

Para Alf, o da brisa

Solidariedade faz bem

O mundo anda literalmente agitado. Tem terremoto demais nessa parte do universo que a gente mora. Há quase dois meses foi a tragédia do Haiti, semana passada terremoto e tsunami juntos abalaram o Chile e nesta semana uma terremoto menor, transmitido quase ao vivo pela tv, sacudiu Taiwan. Esses chamados "fenômenos da natureza", têm suas repercussões humanas, inclusive políticas. No caso do Haiti e do Chile o governo brasileiro tem prestado uma bela solidariedade e Lula chegou a ir nos dois países. Mas a turminha mau caráter achou de reclamar e andou espalhando um veneno com a frase"Aqui também tem pobreza...". O jornalista e professor universitário Ítalo Gurgel deu uma resposta muito boa e eu a reproduzo abaixo.



A cantilena mão-de-vaca

Alguns protestam numa clara demonstração de espírito mesquinho. Outros, por desconhecimento da realidade. Outros mais, apenas porque a ajuda financeira destinada ao Haiti é uma iniciativa do Governo Lula. Em plena campanha presidencial, a tropa conservadora enxergou no episódio a chance de faturar dividendos políticos. E passou a explorar demagogicamente a situação, impressionando os parvos com argumentos de lamentável mediocridade: "Aqui também tem pobreza...".

Sim, aqui também existe pobreza. Aliás, ela nunca foi tão combatida. Nenhum governante tem mais autoridade moral para prestar solidariedade a outros países do que o presidente Lula, em cuja gestão 20 milhões de brasileiros saíram da condição de miséria. Sob seu comando, o País se tornou a nona economia mundial, com PIB de quase US$ 2 trilhões. Retirar US$ 100 milhões para ajudar o Haiti representa tanto quanto subtrair um copo d-água da lagoa de Parangaba. Embora represente muito para os haitianos.

Agora, diante da catástrofe que se abateu sobre o Chile, vai-se reproduzir a cantilena mão-de-vaca? & "Aqui também tem pobreza...". Sabe-se que a Bolívia, país pobre, já destinou ajuda aos vizinhos chilenos, um povo que, até recentemente, ia muito bem de vida, navegando na economia mais sólida do continente. É assim que funciona a ajuda humanitária internacional. No momento em que aflora uma catástrofe com a dimensão das que castigaram o Haiti e o Chile, não se trata de agarrar-se a sentimentos provincianos e recolher-se à contemplação dos próprios problemas (dificuldades, todos têm). A hora será de se afirmar como cidadão do mundo, sensível diante do sofrimento humano. O planeta, afinal, é muito pequeno para que se queira compartimentar o território da solidariedade.

Não se pode permitir que a avareza, a ignorância ou interesses políticos mesquinhos venham tolher o gesto fraterno. Embora saibamos, desde Voltaire, que "é difícil libertar os tolos das amarras que eles veneram".

quarta-feira, 3 de março de 2010

Cantando a vida do povo



Sábado passado, enquanto aguardávamos, numa casa de shows da Vila Madalena, em São Paulo, o início do show de uma banda de black music, o trilegal camarada Clomar Porto, muito sacador de comunicação e música boa, me fez escutar pela primeira vez o nome de Gil Scott-Heron. O cara tá na estrada há muito tempo, faz um som muito legal, fez uma pausa longa na carreira e voltou pra continuar falando sobre a vida do povo em forma de música. Esse é um vídeo muito bacana e vale a pena curtir até o fim.

Tucano quer café com tapioca


O governador Aécio Neves propôs que o Tasso Jereissati fosse candidato a vice do José Serra, numa chapa pura dos tucanos. Eu acho que o mineiro está certo. Essa é uma solução para aquele ninho de desespero em que se transformou o PSDB, principalemente depois que o Data Folha mostrou o chamado empate técnico entre Serra, com 34%, e Dilma, com 28%. Já que o neto do Tancredo Neves não topa juntar seu leite com o café do governador paulista, sugeriu a tapioca do galego.

Olhe só, apesar da Dilma ter tirado parte da diferença que a separa do Serra no Sul e no Sudeste, nessas duas regiões o tucano ainda pode segurar uma boa parte dos votos, nem que seja pra garantir um empate com a candidata do Lula. Ali pelo Sul Maravilha ainda tem muita gente que não percebeu o grande avanço que o Brasil tá vivendo e assim acaba engabelada pela lorota tucana. O problema do PSDB e sua tropa é pro lado de cá. Por aqui a vida não tá fácil pra essa turma que tá agoniada por correr o risco de ficar mais quatro anos longe do máquina governamental que tanto lhe serviu. Taí a condenação do Byron Queiróz e sua gangue, que passou oito anos no Banco do Nordeste, surrupiando o dinheiro do povo, pra mostar como esse povo gosta de coisa estatal, apesar de falar tanto em privatização.

O Data Folha demonstra que, em todo o Brasil, Serra perdeu 5% e Dilma conquistou o mesmo percentual de votos. Já no Nordeste a diferença fez foi crescer, mas foi pró-Dilma. Em dezembro ela tinha 3% a mais que Serra, pois agora a diferença aumentou pra 14%. E quem pode salvar a tucanalha? Ele, somente ele, o Galeguin do Zói Azul. Se o povo tá querendo continuidade, Tasso entende de mudança, ou pelo menos foi o que prometeu pro Ceará. Se o Governo Lula é um aliando dos países em desenvolvimento e pobres, faz política voltada para ampliar as relações do Brasil com outras nações, o Galego é um homem dos Isteites, de confiança das múltis, capaz de botar o país de volta nos "trilhos certos" de subserviência e de costas para a soberania nacional. Ele é o "cara deles" e se o povo brasileiro perder o juízo elegendo os tucanos, quem sabe Tasso, depois de ser vice, acaba chegando a presidente?

Como é que é, Tasso, vai encarar? Vamos ver quem é de silicone? Quem de fato tem ideias pro Brasil do futuro? Ao invés de tentar se eleger nas costas do Cid Gomes e ficar fazendo discurso no Senado, que tal encarar uma eleição pra valer, de peito aberto? Venha pra essa briga, Galego. Tope encarar o povo brasileiro. Quero ver se tem tanta coragem assim.

terça-feira, 2 de março de 2010

Sobral 2018







Outro dia eu fui assistir, com meu filho Guilherme, a um filme num cinema do Shopping Iguatemi - em Fortaleza só restou o belo Cine São Luiz fora de shopping, mas tá muito precário - e vi por lá uma pista de patinação no gelo. Aquilo ficou na minha mente. Ora, onde já se viu em pleno Ceará uma pista de gelo.? Pensei, pensei, e conclui que chegou a vez de Sobral.

Pra mim a participação de um atleta nascido em Sobral nos Jogos Olímpicos de Inverno em Vancouver, mesmo que competindo pela França, era o sinal de que a Princesa do Norte deveria se candidatar a sede dos Jogos de 2018. Por que não?

Claro que será necessário o empenho mais amplo de todos os sobralenses, e mais ainda, de todos os brasileiros. Claro que teremos que buscar o apoio de muita gente importante que poderia apoiar um evento num lugar aparentemente inusitado. Claro que deveremos ampliar a área para a sede e incluir toda a Serra da Meruoca e cidades vizinhas. Deveremos pensar, timtim por timtim, numa forma criativa de construir esse projeto, mas ele pode significar um grande impulso para que a Metrópole continue a crescer e se desenvolver muito. Isto será muito importante para o Ceará e o próprio Brasil, que dois anos antes sediará as Olimpíadas de Verão. Alguém poderia me perguntar por que não pleitear os Jogos de Verão, já que Sobral tem um clima mais apropriado. Mas aí a gente ia criar mais uma frustração pros cariocas. Além do mais, se todo sertanejo é um forte, todo sobralense é invocado, gosta é de desafios. Assim vamos buscar o que parece impossivel.

Na verdade Sobral sediará o evento, mas em parceria com outras cidades próximas, como Meruoca, Alcântaras e Massapê. Isso porque as competições de esqui aconteceriam nas ladeiras das duas cidades serranas e a terceira teremos de fazer algo lá de modo a termos o indispensável apoio do Francinet Cunha e do Gerardinho Soares. Talvez devam ser construidos alguns hotéis na beira do Açude Mirim e deste modo Massapê poderia ser o principal ponto de hospedagem dos turistas torcedores. Os atletas ficarão na Vila Olímpica construída na Margem Direita do Rio Acaraú para depois virar apartamentos para as famílias que moram atualmente no Bairro Dom Expedito, também conhecido como Dotoladorrio.

Em Sobral as disputas principais acontecerão no Complexo do Ginásio Poliesportivo, que será ampliado, e também nas quadras dos diversos colégios e dos bairros. O Juncão sediará a abertura e o encerramento, mas lá também serão realizadas as disputas de hóquei. Para tanto o estádio passará a ter cobertura e, evidentemente, aclimatação apropriada.

As solenidades de abertura e encerramento serão organizadas com apoio das academias de dança da cidade e terá participação de alunos das escolas públicas. A música tema será composta pelo João Rodrigues e executada pelos alunos da Escola de Música, sob a regência do maestro José Brasil. O mascote dos jogos será um preá do reino (foto ao lado), animalzinho peludo e bastante simpático, o que deverá provocar o interesse na produção e compra de muitos bonecos e lembrancinhas, dinamizando a indústria e o comércio locais.

Bom, mas você deve estar com vontade de me perguntar como transformar aquele calor intenso de Sobral num frio alpino. Muito simples, em primeiro lugar serão os primeiros jogos de inverno em que o clima somente estará frio nos locais de competição. Para isso todas as fábricas de picolés, sorvete e gelo receberão financiamento a juros muito baixos para ampliar o produção e assim ajudar na refrigeração dos ginásios e quadras. Depois das Olimpíadas a cidade passará a ser um dos maiores polos de produção do melhor sorvete do mundo, assim como a fria Suiça produz o melhor chocolate.

Essas são algumas ideias iniciais e a cidade espera contar com a contribuição de todos que desejarem promover os primeiros Jogos Olímpicos de Inverno do Hemisfério Sul. Você topa viajar nessa loucura? Você até poderá entrar numa fria, mas vai se divertir pracarai...

Aidentrun, Guarany!

A imponência da Serra da Meruoca, ao fundo, não manteve a inspiração do Guarany

Há 40 anos o Guarany de Sobral, time que torço muito mais pelo coração sobralense do que por qualquer outra razão, não tinha a chance de conquistar um título na primeira divisão do campeonato cearense de futebol. Fez a melhor campanha do Primeiro Turno, era o único time invicto até os cinco minutos finais da partida final com o Fortaleza ocorrida no último domingo. Faltando 14 minutos pra findar o jogo o Cacique do Vale ganha de 4 a 1 do Leão Pici. A estas alturas eu estava no Aeroporto de Guarulhos me preparando pra voltar pra Fortaleza, desembarcar como campeão e passar o resto da semana morto de feliz. Já vinha pensando na postagem marota neste blog que você lê de vez em quando.

Antes de embarcar liguei pro meu irmão Luciano e ele disse que o Fortaleza havia empatado e tudo ia se resolver nos penalties. Pois é, nem deu tempo embarcar e minha alegria se foi. Os cabras deixaram a vitória escupulir e lá se foi o título. Foi lamentação de todo jeito.

Hoje pela manhã recebi uma ligação do amigo Eugênio Cruz, o Pequeno Onze - aniversariamos no mesmo dia 11 de junho e sendo assim eu sou o Grande Onze, por conta duns 20cm a mais - lamentoso e prometendo que o Ceará dele ia vingar meu Guarany. Mas antes de desligar ele falou as três razões do folclore futebolístico que carregaram o título do Bugre Sobralense:

1. Quem não faz leva, né Valdir Papel?
2. Não se mexe em time que tá ganhando, né técnico Neto Maradona?
3. O jogo só acaba quando termina, né time inteiro?

Como diz uma amiga que quero muito bem: "Aidentrun, Guarany!"

Lançamento do Serra


Depois da última pesquisa Data Folha, os apoioares de José Serra já estão tomando medidas para o lançamento de sua candidatura. O chargista Duke já fez sua "sugestão" para a solenidade.