
Na eleição seguinte, em 1982, eu já participei como militante do PCdoB, que ainda estava na clandestinidade. Morava em Fortaleza e minha tarefa partidária era atuar na campanha do Luis Carlos Paes (atual presidente do PCdoB de Fortaleza e que ficou na beirinha pra ser eleito) mas como ainda votava em Sobral, dava uma força na campanha dos candidatos do partido na Metrópole que eram o Veveu e o Moreira. De lá pra cá num tem uma eleição que eu tenha ficado de fora, pelo contrário, me envolvi até a alma.
Tudo isso aí foi pra dizer que já juntei um bocado de experiência e saco muito bem os sinais de quando uma campanha vai bem ou vai mal. Lembro que comentei aqui a primeira pesquisa divulgada este ano pelo Vox Populi. Eu disse que a Patrícia estava numa situação muito favorável mesmo estando em terceiro lugar. Bom, desde então muita coisa mudou e pelo que vejo a campanha da senadora tá pesada e vai descendo de ladeira abaixo, e rápido. É só ver o ataque desesperado que ela anda fazendo contra a Luizianne. Aliás o Fábio Campos, na coluna Política de ontem, faz uma análise interessante sobre o clima nos comitês eleitorais. Em resumo ele diz que mesmo não estão sendo divulgadas pesquisas mais recentes pelos meios de comunicação – por que será, hein? – mas a postura das campanhas revela a situação da disputa com gente intranqüila e gente flanando.
Eu acho que a linha de ataque da Patrícia demonstra que sua situação não está boa, enquanto a Luizianne, sob o comando da turma do Duda Mendonça (falem o que quiserem dele, mas o cabra é craque) vai conduzindo a coisa com tranqüilidade. Aliás escutei um boato de que a Lôra já passou dos 40%. Já vi isso em outras disputas e sei como termina. Vamos aguardar os próximos capítulos e pesquisas.
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