sábado, 5 de junho de 2010

Yes, somos amigos até hoje

Já que estou em Sobral, pelo menos por mais 3 horas, resolvi matar saudades duma música que conheci aqui, há mais de 30 anos, junto com minha turma adolescente. A gente gostava muito de música e onde encontrasse algo legal tratava logo de buscar conhecer melhor. Até lembrei duma história, das muitas que vivemos naquele final dos anos 70, relacionada a um disco do Yes.

Em 1977 fazíamos a 7ª série, no Colégio Sobralense e, de vez em quando, parte da turma ia estudar na casa de um colega. Certa vez na casa do Zé Ricardo, cujo irmão Júnior, também estudava com a gente, conheci o clássico disco Close to the Edge, da banda inglesa Yes. Fiquei maravilhado com o LP e tratei de espalhar a boa nova musical. Mas o Ricardo não gostava muito daquele som e até topava trocar por algo "mais pesado". O João Rodrigues, também da turma, e fissurado por música, tanto é que virou músico e compositor, também gostou do disco e propôs uma troca com um outro do guitarrista albino Johnny Winter, que era pacada mesmo. O Zé topou na hora e lá fomos o João, seu irmão Fernando, o Nildão e eu lá pra casa dos dois manos pôr o disco na vitrolinha portátil e curtir sentados na área de entrada aquela bolachona mágica que tem apenas três grandes músicas: And You and I, Siberian Khatru e a faixa título Close to the Edge, cada uma a mais bonita.

A vida gente era um pouco assim, cheia de muita música, curtida de maneira simples e sustentada numa amizade que tem força até hoje. Curta então essa bela canção cujo vídeo busquei lá no Blog do Adeodato, outro que faz parte dessa turma eterna.

2 comentários:

Anônimo disse...

Esse seu blog é muito bacana mesmo Inácio. Conheci através de outros blogs daqui de Sobral. Mesmo não morando em sua terra natal você nunca esquece a cidade.

Também estudei no colégio sobralense e lembro da turma de vocês, mesmo sendo um pouco mais adiantado. Eu não concordava com o jeito de vocês se comportarem mas achava bonita a amizade. Lamentei a morte daquele rapaz amigo de vocês, o filho do Seu Juju.

Hoje somos homens feitos, pais de família, pensamos ainda diferentes, mas continuamos sobralenses bairristas.

Cordialmente,

Aluisio Madeira

Anônimo disse...

Obrigado Inácio! Relembrar é reviver, é sonhar com o passado, mudando o curso de alguns acontecimentos. Eu, por exemplo, ainda lamento não ter podido assistir o show do Rick Wakeman no Maracanã, acho que em 1978. Comprei passagem, de ônibus, no Expresso Cearense junto com um colega roqueiro do Piauí. Ocorreu que a empresa, de tão desorganizada que faliu, vendeu ingressos a mais, e quando o ônibus chegou na Rodoviária já vinha cheio da Praça da Estação. O máximo que conseguimos foi a devolução do dinheiro.
Mas Sobral era tudo isso e muito mais: nos anos 70, os jovens estavam bem a frente de seu tempo.
Costa