domingo, 2 de novembro de 2008

Rei eterno

Na coluna Vertical S. A., do jornal O POVO de ontem, li uma coisa que só me encheu de orgulho. Nem mesmo a enxurrada de bandas de forró manco, como definiu o Hermeto Pascoal, derruta o eterno Rei do Baião, o Mestre Lua, o Gonzagão, o filho de Januário. Podem fazer a gororoba que quiserem, mastruz com leite, com água, mineral ou benta; aviões, gaviões, qualquer bicho ou arremedo de grupo musical ou cantor, que arrumarem num tem qualidade, talento, tradição e principalmente indentidade com o povo, legitimidade pra suplantar a verdadeira trilha sonora do nordeste. Espie aí porque.

"GONZAGÃO REINA O Escritório Central de Arrecadação (Ecad) confirma: Luís Gonzaga ficou em primeiro lugar no ranking dos autores que obtiveram maior rendimento com a arrecadação de direitos autorais nas festas juninas, em 2008. Lamartine Babo e Tato, vocalista do grupo Falamansa, ficaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente. Gonzagão repete liderança do ano passado. Em nono ficou Dorgival Dantas. O ranking é referente às músicas captadas em festejos populares, escolas, eventos de igrejas e afins. Não contam as músicas tocadas em shows."


Aproveitando a prosa sobre Luís Gonzaga, numa das viagens que fiz este ano ao Cariri, me contaram uma ótima história dele lá em Crato. Certa vez Gonzagão chegou a um banco e o funcionário pediu que ele apresentasse um documento de identidade para provar que ele era o titular da conta. Ele num se vez de rogado e disse: "Meu filho, me arrume aí uma sanfona que eu já lhe digo quem sou eu".

Um comentário:

Marcos disse...

Rapaz, gostei dessa notícia. Uma pena que isso não seja suficiente para acabar com essas bandas horrorosas que descarecterizam a nossa autêntica música nordestina.

Viva o Rei do Baião!