
Com isso eu tô querendo dizer que essa última da Folha de São Paulo, que num editorial achou de rebatizar o regime militar que traumatizou o Brasil entre 1964 e 1985 chamando de "ditabranda" é mais uma prova dessa cara de pau da chamada grande imprensa brasileira. Sei que muita gente, inclusive da esquerda, é chegada a uma leiturinha fiel da "Folha" e acha que o jornal é mesmo imparcial. Pois isso me faz lembrar o que certa vez me disse o velho Dynéas Aguiar, hoje vice-prefeito de Campos do Jordão, pelo PcdoB: "Se é pra saber o que pensa a burguesia, prefiro ler o Estadão ao invés da Folha. Ele pelo menos é sincero, enquanto a Folha disfarça, dando uma de independente".
Pois é, como diz o Miro Borges, "a máscara caiu em pleno carnaval" e surgiu o lado verdadeiro da Folha que durante a ditadura chegou ao absurdo de ceder suas peruas C-14 para transportar presos políticos que iam ser torturados. Diz o Mauro Santayna que era o "jornal de maior tiragem do país" devido a quantidade de tiras (policiais) infiltrados em suas redações. Sendo assim não poderia pensar que a ditadura militar chegasse a ser um mal tão grande ao povo e ao Brasil, né?
Pois agora tem aí um manifesto circulando na internet de repúdio a esse jornal vagabundo. Minha assinatura é a 2312ª e chamo você pra também botar seu nome na lista de brasileiros que rejeita essa "releitura" da Folha. Se você quiser assinar é só clicar bem aqui e o texto do manifesto é esse aí abaixo.
REPUDIO E SOLIDARIEDADE
Ante a viva lembranca da dura e permanente violencia desencadeada pelo regime militar de 1964, os abaixo-assinados manifestam seu mais firme e veemente repudio a arbitraria e inveridica revisao historica contida no editorial da Folha de S. Paulo do dia 17 de fevereiro de 2009. Ao denominar ditabranda o regime politico vigente no Brasil de 1964 a 1985, a direcao editorial do jornal insulta e avilta a memoria dos muitos brasileiros e brasileiras que lutaram pela redemocratizacao do pais. Perseguicoes, prisoes iniquas, torturas, assassinatos, suicidios forjados e execucoes sumarias foram crimes corriqueiramente praticados pela ditadura militar no periodo mais longo e sombrio da historia polÃtica brasileira. O estelionato semantico manifesto pelo neologismo ditabranda e, a rigor, uma fraudulenta revisao historica forjada por uma minoria que se beneficiou da suspensao das liberdades e direitos democraticos no pos-1964.
Repudiamos, de forma igualmente firme e contundente, a Nota de redacao, publicada pelo jornal em 20 de fevereiro (p. 3) em resposta as cartas enviadas a Painel do Leitor pelos professores Maria Victoria de Mesquita Benevides e Fabio Konder Comparato. Sem razoes ou argumentos, a Folha de S. Paulo perpetrou ataques ignominiosos, arbitrarios e irresponsaveis a atuacao desses dois combativos academicos e intelectuais brasileiros. Assim, vimos manifestar-lhes nosso irrestrito apoio e solidariedade ante as insolitas criticas pessoais e politicas contidas na infamante nota da direcao editorial do jornal. Pela luta pertinaz e consequente em defesa dos direitos humanos, Maria Victoria Benevides e Fabio Konder Comparato merecem o reconhecimento e o respeito de todo o povo brasileiro.
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