sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Fala o HAMAS

Há uns meses assisti um documentário sobre Nelson Mandela em que, a certa altura, destacava-se os chefes militares que serviram ao regime de apartheid batendo continência ao novo presidente da Africa do Sul, o mesmo que mantiveram preso durante 27 anos.

Há 30 anos Lula era um sindicalista perseguido, processado pela Lei de Segurança Nacional e afastado da direção do sindicato. Estes são apenas dois casos entre muitos, de lideres que foram perseguidos, atacados, caluniados e acusados de crimes por defenderem os interesses de seu povo.

Atualmente os ataques se voltam conta o Hamas, que significa Movimento de Resistência Islâmica, e surgiu em 1987, curiosamente com a simpatia do Estado de Israel, que o via como um "racha" entre os palestinos e serviria para se confrontar com a Organização para Libertação da Palestina, liderada por Yasser Arafat. Os ataques ao Hamas são os mais agressivos e atinge até gente bem intensionada, que cai na onda de dizer que Israel tá só se defendendo.


Pois eu trouxe aqui um artigo do seu principal lider político, Khaled Meshaal, publicado originalmente no jornal inglês, The Guardian, traduzido e publicado também no Vermelho. Acho que vale muito a pena ler.


Israel nos cobre com sangue

Há 18 meses, meu povo está sitiado em Gaza, encarcerado na maior prisão do mundo, isolado por terra, ar e mar, morrendo de fome, sem ter acesso nem mesmo a remédios para tratar nossos doentes. Não satisfeitos com essa política de lenta asfixia, nossos agressores optaram pelos bombardeios em uma das regiões mais densamente povoadas do planeta, onde nada foi poupado pelos aviões israelenses. Tudo foi destruído: prédios do governo, casas, mesquitas, hospitais, escolas e mercados.


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Um comentário:

fernanda disse...

A grande imprensa tem sempre um adjetivo para o Hamas "o grupo radical islâmico" e continua de olhos fechadaos para as atrocidades exterminadoras cometidas por Israel. Onde está a repercussão aos bombardeios de Israel à ONU ocorridos ontem?

Infelizmente muito sangue é derramado e muitas perseguições são cometidas até que a história seja revisitada e os verdadeiros "radicais" sejam desmascarados.