quinta-feira, 12 de junho de 2008

O meu galo é o Vermelho

Quem me conhece sabe que sou amigo dos galinácios e, antes que alguém fresque, num tem nada a ver com semelhança de nome. Sou talvez quem mais preserva essa espécie animal. Se dependesse de mim estariam todos vivos e seus ovos fecundados, nenhum iria parar nas panelas.

De uns anos pra cá meu chamego aumentou ainda mais. Um galo, cantador e noticieiro, é o símbolo do Portal Vermelho, que é um xodó meu. Se pudesse ficava o dia inteirin só lendo, mandando notícias pra lá, ajudando a ser o melhor portal e maior site de notícias do país. Cada vez mais o portal da “esquerda bem informada”. Isso num é lorota, nem imodéstia não. Em seis anos o Vermelho já ganhou dois Prêmios IBEST de melhor site de política, inclusive em 2008, já publicou mais de 100 mil notícias e é um dos “ponto org” mais visitados do Brasil com mais de 20 mil acessos diários.

Nunca me animei tanto por comunicação e isso me faz ter mais interesse pela área. Pelo Vermelho tenho um carinho especial. Jussara Varoli, que trabalho no Vermelho/Ce comigo sabe disso. Pois tem mais gente também que sabe desse meu chamego e por isso ganhei um presente muito lindo, o galo vermelho aí da foto. É uma peça maravilhosa. O gesto é também um estímulo, por isso dei mais valor ainda.

Mas eu queria também aproveitar pra dizer que ando muito arretado com o que tão fazendo com o Vermelho. Ele tá crescendo e aparecendo. Daí pra virar alvo de todo tipo de ataque é um trisco. Pois já apareceu tudo que é marmota de internet pra comlicar a vida do coitado. Mas os bravos “encarnados”, como eu gosto de chamar a equipe que toca o portal, tão monstrando que num são bom só de notícia. Tem sido assim na história da comunicação (ou agitação e propaganda como a gente chamava antes) dos comunistas. No passado empastelavam jornais, invadiam e destruíam gráficas, torturavam e até matavam nossos jornalistas e agitadores de idéias, mas nunca nos calaram a voz e muito menos nos impem de continuar lutando. Podem sofisticar os ataques, mas o Vermelho num vai parar de cantar de galo.

Um comentário:

Benjamim disse...

Companheiro, afinal vc tem uma costela Portuguesa...com certeza...aqui vai um galo para vc...um forte abraço

Benjamim


LENDA DO GALO DE BARCELOS



Ao cruzeiro seiscentista que faz parte do espólio do Museu Arqueológico da cidade, anda associada a curiosa lenda do galo. Segundo ela, os habitantes do burgo andavam alarmados com um crime e, mais ainda, por não se ter descoberto o criminoso que o cometera.

Certo dia, apareceu um galego que se tornou suspeito. As autoridades resolveram prendê-lo e, apesar dos seus juramentos de inocência, ninguém o acreditou. Ninguém julgava crível que o galego se dirigisse a S. Tiago de Compostela em cumprimento duma promessa; que fosse fervoroso devoto do santo que em Compostela se venerava, assim como de São Paulo e de Nossa Senhora. Por isso, foi condenado à forca.
Antes de ser enforcado, pediu que o levassem à presença do juiz que o condenara. Concedida a autorização, levaram-no à residência do magistrado, que nesse momento se banqueteava com alguns amigos. O galego voltou a afirmar a sua inocência e, perante a incredulidade dos presentes, apontou para um galo assado que estava sobre a mesa e exclamou:
- É tão certo eu estar inocente, como certo é esse galo cantar quando me enforcarem.
Risos e comentários não se fizeram esperar, mas pelo sim e pelo não, ninguém tocou no galo. O que parecia impossível, tornou-se, porém, realidade! Quando o peregrino estava a ser enforcado, o galo assado ergueu-se na mesa e cantou. Já ninguém duvidava das afirmações de inocência do condenado. O juiz corre à forca e com espanto vê o pobre homem de corda ao pescoço, mas o nó lasso, impedindo o estrangulamento. Imediatamente solto, foi mandado em paz.
Passados anos, voltou a Barcelos e fez erguer o monumento em louvor à Virgem e a São Tiago.




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